Carlos_Bonap
|
De regresso a casa em 29/08/2008
Link permanent for this image
29 de Agosto de 2008.
Faltam poucos minutos para a meia noite. Fecho a porta atrás de mim, a porta daquela casa que já não me vê há quase 2 anos. Sento-me no sofá que ainda ali se encontra. Em frente, um plasma desinteressante que substitui uma linda TV de 72 centímetros. Entro no meu quarto e deixo-me cair no chão. Olho para o teto como se fôsse o céu, e como se nele visse milhares e milhares de estrelas. Ligo ansiosamente o computador, e escuto uma velha canção, uma que só tenha 3 anos, quando aqui entrei pela primeira vez. Cheguei de novo ao meu mundo, ao meu verdadeiro mundo. Um mundo cheio de magia e de paz. De calma, de socego. Um mundo cheio de eu, ainda. Voltei diferente. Quando parti tinha 20 anos, agora caminho largamente para os 23. Era inocente quando saí daqui, sem me dar conta. Voltei. Voltei pesaroso, e de inocência perdi-a toda. A vida mostrou-me o quanto pode ser dura quando saímos do nosso mundo. Fiz uma viagem alucinante que acabou mal, perdi muito em troca de quase nada. A viagem foi longa, custosa, mas vitoriosa. Encontrei pelo caminho pessoas que tinha perdido. A Raquel, a Su, ao chegar tive o prazer do doce toque imaginado das mãos, calorosas e ternas da Patrícia. Vi a Gaelle, disse-lhe olá, mas ela ia numa direção oposta à minha. Eu de longe praqui, ela daqui... para longe. Não vim sozinho durante grande parte do caminho. Quando decidi regressar, trouxe comigo no coração uma das mais bonitas histórias de alma. Tem por nome Elisabete. Tem por segredo esperança. Guiou-me por caminhos que nem ela conhecia, e fomos os 2, sem rumo, mas com o destino certo e sabido. Ao chegar ao meu resguardo, um demorado beijo fez-nos separar... mas só por umas horas. Não caí, não chorei. Simplesmente me deixei cair e deixei as lágrimas escorrerem. Lágrimas de cansaço, lágrimas de tristeza por um ano deitado fora. Um ano que não valeu nada, de nada, nem para nada. De novo ao meu mundo quero ficar por aqui. Voltarei àquela terra de quando em vez, mas mesmo Aveiro deixou de ser um sonho para viver. Quero Gaia. Quero esta casa, este mundo, este cantinho. Quero-me acima de tudo a mim e à minha Bete. Não sinto tristeza, sinto até alegria por regressar a casa. Aos poucos, retomo os downloads que deixei há 2 anos, fiz outros, e já tenho música nova como há muito não tinha. Regressei mais forte. Parece que voltei aos meus 14 anos, quando ainda era eu, apenas eu, mas vivia num mundo encantado. O free... o Free... este meu mundo coberto de azul, da minha cor... Gosto tanto de vós, amigos... Adoro-te tanto, Bete... Bete, Bete, ouve, escuta-me. Eu quero-te comigo, quero voltar a levar-te àquele palácio, ao parque, onde tu quiseres eu quero que o nosso mundo seja maior do que este próprio mundo... Quero que eu e tu sejamos cada vez mais um só, quero-te, adoro-te... A todos os meus amigos, os que me ligaram, os que me encontraram por esta caminhada que durou longos e longos dias, obrigado. Porque às vezes me faltaram forças e caí. Porque às vezes chorei e ninguém dos mais importantes me faltou. Estimo como nunca a Raquel, a Su, e todos os outros que não perdi... acima de tudo estimo a Bete... a minha princesa... E estimo esta coisa fofa: FutebolemPortugal.do.sapo.pt Saudações, Carlos Bonaparte |
Carlos_Bonap
|