Carlos_Bonap
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A história de Sara em 02/07/2009
Link permanent for this image A famíliaEra bem disposta a família Duarte. A mãe tinha agora 31 anos e via Sara, sua filha mais nova, comemorar o seu primeiro ano de vida. Desde cedo que os pais ensinaram Micael a nutrir um carinho e um respeito muito grande pela irmã mais nova, e a esta foram depois passando a mensagem para os que aí vinham. Gostavam todos muito uns dos outros. Micael era o rapaz de 11 anos que andava atrás das miúdas mais velhas de lá da escola, enquanto namoriscava as da sua idade. Elsa era a mais tímida de todas. Ainda assim, conseguia ser a mais bem comportada. Tinha 8 anos e dizia que queria ser médica. A Carolina era a mais travessa. Devez enquando lá se encolhia no seu quarto, quando do outro lado da casa a mãe bradava "CAROLINA SOFIA!!!" A pobre pequena, de 6 anos, lá pedia desculpa, e confessava que tinha sido ela a roubar as gomas que o irmão tinha comprado para os 3 irmãos. Sim. Porque a pobre Sara só tinha 1 ano, e por muito que se mexesse quando as via, certo era que ainda não as podia comer. A mãe era cabeleireira. O pai trabalhava numa agência de publicidade, daquelas que fazem a ponte entre o anunciante e o anunciador. Ganhava bem e a mãe também. O suficiente para darem aos filhos uma vida sedm preocupações e uma infância feliz. Não viviam numa vivenda com piscina, mas tinham uma banheira grande onde por vezes Elsa se metia a brincar com a irmã. Molhavam a casa de banho toda, ms era divertido só de ouvir as risadas delas dentro da casa de banho, e ouvir o Splash da água. O irmão jogava computador, numa nintendo 8 bits novinha em folha! Era a novidade: Mário. Era o jogo que fazia o pequeno queimar 2 transformadores em 3 meses. Passava horas a jogar, e não se cansava. Sara lá tinha os cuidados dos irmãos e dos pais. Chegavam ao fim do dia cansados, mas felizes. Aos 18 meses passaram a deixar a Sara na Cristiana, a ama que tomava conta dela e de mais 5 crianças. Apesar dos sinais evidentes da inteligência acima da média de Sara, ela sabia estar com os bebés da sua idade. Aos fins de semana iam passear para a Boavista. O pai lá deixava o carro estacionado e iam dar as suas voltas. Era sempre a mesma coisa: sábado à noite, a voltinha dos tristes, como chamava Micael e Elsa, que apesar de gostar muito das coisas que apareciam nas montras, não gostava de andar tanto tempo a pé. Carolina era uma cantora de primeira. O pai chegava por vezes a baixar o som do rádio para brincar com a filha. À noite distribuiam-se beijos naquela casa. Os pais aos filhos, os irmãos entre si, e a pequenina Sara a mais mimada de todos. Aos 4 anos já dizia que a Inês era a sua melhor amiga, e na festa de anos dela, fez um ramo enorme de flores de papel, e ofereceu-lhe... com a ajuda das irmãs, agora com 9 e 11 anos. Mas fez. E a Inês, que fazia 5, ficou toda contente enquanto a mãe, que assistia, deixava cair a lagrimita no canto do olho, enquanto agradecia a Sara pelo gesto. Eram, no fundo, uma família feliz. Bem educados, com as suas desavenças às vezes. Não era a primeira vez que Carolina pregava um par de estalos à irmã por uma coisa de nada. E elsa também já discutia com os pais, porque queria sair com o irmão, e nem o irmão queria, nem os pais deixavam. Micael foi o primeiro a fazer 15 anos. Carolina fez 10, depois. Elsa fez 12, e Sara fez 5. Foi um dia de aniversário que nunca mais ninguém esqueceu. Só Sara não faz a mínima ideia do que aconteceu nesse dia. Para ela, o mundo da cor e do som, acabou ali, e logo pela manhã, bem cedinho, sem que ninguém se apercebesse de nada. |
Carlos_Bonap
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