Carlos_Bonap
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sem palavras em 29/01/2010
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Não. Hoje não há fotografia, nem vídeo.
Porque a dor é tão mas tão grande, que nem uma imagem que vale mais que mil palavras, chega para descrever a dor que me vai no peito. Vai-me matando pouco a pouco, consumindo-me, detriorando-me. Já sinto a temperatura a subir, as mãos a gelar, as ideias a desaparecer. Surgem de quando em vez, não como água corrente, mas como flocos de gelo que caem ao acaso. Hoje tenho medo sempre que o telemóvel toque. Estou à espera de um insulto, de uma reprimenda, mais uma, injusta. Já todas as vozes de mulheres, mães de amigos e amigas minhas, se assemelham à mãe daquela menina de 13 anos. Quando dizem "Carlos", quando até me parecem desconfiadas do estilo "quem é este?"... O peso não me está na consciência pelas minhas atitudes, mas está-me na alma pelas atitudes dos outros. Não prometo vingança, mas espero justiça. Não desejo mal a ninguém, apenas o que cada um merece. Juro-vos, isto mata... mata mesmo. ----- Sucintamente para quem não sabe, fui acusado de me aproveitar de duas menores, pela mãe de uma delas. Curiosamente, aquela que conhecia por telemóvel apenas há um dia. De imediato os pais da outra adolescente, proibiram-me de falar com a filha. Essa sim, uma grande amiga. Todos vítimas de uma grande injustiça. Ninguém fez mal a ninguém nem se aproveitou de ninguém. Não tenho culpa que outros adultos da minha idade tenham agido assim com outras adolescentes das idades delas. Eu posso compreender aqueles pais, mas não deixo de me sentir revoltado e a queimar-me por dentro. Sobretudo porque o único fundamento que têm para as impedir de falar comigo, é a minha idade. Não foram conversas, nem males entendidos, nem ditos e ditos... foi só pelo simples facto de eu ter mais 10 anos que elas. E ironicamente para uma das duas adolescentes eu até estava a ser uma ajuda... ajuda mesmo. Não apenas nas questões pequenas do dia a dia. Impedir é mais fácil do que perceber. Quando cresci, disseram-me que as pessoas pensavam. Mas também me disseram que pessoas e seres-humanos eram a mesma coisa. Não podiam estar mais longe da verdade meus pais, quando me disseram tal coisa. O ser-humano é a caca que nós pessoas pisamos todos os dias, a caca que cheira mal, nojenta, que viaja nos metros, nos autocarros, seres-humanos que cheiram a podre e a bosta. E a pequena elite. As pessoas. Não cheiram a perfume mas também não cheiram mal. Respeitam-se, procuram entender-se, e aprendem com as coisas boas e más da vida. O ser-humano é repudiante, e vive de instintos, apenas. E... nessa gentalhada de seres-humanos, nessa podridão de seres-humanos, incluem-se 99.9% dos jornalistas, esses pulhas que fazem tão mal à sociedade. Julgo até que foram eles quem começou essa nojenta espécie de seres-humanos. Os sensívuros, alimentam-se de sensações más, medos e desconfianças, única e exclusivamente disso. O nome científico dessa horripilante espécie é sensassium negativus. Carlos |
Carlos_Bonap
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