Carlos_Bonap
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Ultimat em 20/03/2010
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Meus anjos.
Ajudai-me nesta hora de aflição. Ajudai-me a encontrar um rumo, um destino. Não sei o que fazer com aquela carta. Por um lado, tenho medo de a enviar. Por outro vontade. Medo, não que ela resulte, e que me ofereçam ajuda. Mas medo precisamente do contrário. De me aturmentar ainda mais. Meus anjos, eu preciso de vós, mais do que nunca... Antes que isto acabe mal dai-me a mão, pois eu não tenho mais forças... a alma pesa-me como nunca, é desnorteante a vontade de viver se muita, mas o desalento ser ainda mais imenso... Olhar para trás e ver que falhei. Só falta agora magoar-me, voltar-me contra mim... isso, não acredito que aconteça. Eu gosto de mim, eu gosto da minha mente, do meu corpo, bater-me, ferir-me, não faz sentido... Deitar-me todas as noites na cama inteiro e intacto sabe tão bem... Meus anjos, ajudai-me, porque o meu limite está perto... Sinto que algumas luzes se apagam... é um desgosto tão grande querer olhar para o futuro e só ver o vazio... o falhanço, marcas daquilo que eu fui antes, marcas do quanto afastei as pessoas... sentir que só sou alguém para quem não tem ninguém. Faça-se... a devida exceção, a duas pessoas, mas que por força das circunstâncias estão longe... mas mais perto do que nunca, mentalmente. É certo. Mas meus anjos... da terra e do céu, ajudai-me... estendei para mim as vossas mãos, abraçai-me... Protejam-me, pois esta dor partilhada custa menos, muito menos... |
Carlos_Bonap
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