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9º Cap!
9º Cap! em 29/09/2008
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Hey! Bgd pelos commentz! E desculpem andar desaparecida, mas a culpa é da escola. =P

E tb n sei knd posso voltar a postar, pq este é o ultimo cap completo k tnh. Vou ver knd arranjo tmp.

Bem, fiquem com mais um cap e com uma musica perfeitaaaa *__*

Its Not Over - Daughtry

9º Capítulo: “Medos”

De volta à casa das Cooper, Emily estava a tentar despachar-se o mais depressa possível para ir para a escola, antes que os seus pais acordassem. Ao descer as escadas até ao andar de baixo a correr, arregalou os olhos ao ver Seth deitado numa pose “muito à vontade” no seu sofá, como se só naquele momento é que se tivesse lembrado que ele ali estava.
- Então? Pronta para irmos? – perguntou ele, levantando-se e esboçando o sorriso majestoso de que Emily tanto gostava.
- Irmos? – repetiu ela, confusa.
- Para a escola, claro.
- Seth, tu não vais à escola.
- Pois, por isso, tenho tempo para te levar.
- Porque é que havias de me levar? – perguntou Emily, ficando cada vez mais confusa. Só depois é que pensou que podia estar a causar a impressão errada quanto àquilo. – Não que eu não queira que não vás comigo! Nada disso! Só estou curiosa quanto ao porquê.
- Simples: depois do que aconteceu com o Peter, é melhor que não andes sozinha pela rua.
- Mas é de dia, ele não pode andar por aí. Da mesma maneira que tu também não podes.
- Ao fim destes anos todos, a luz já não me afecta assim tanto. Mas não sei se é a mesma coisa com o Peter... Por isso, é melhor jogar pelo seguro – explicou ele, indo até à porta e abrindo-a. – Não posso deixar que fiques magoada – acrescentou, muito firmemente.
Emily sentiu as suas bochechas a ficarem perigosamente vermelhas e rezou para que Seth não reparasse nisso.
- Ok, vamos... – murmurou, de cabeça baixa, saindo. Seth sorriu, mais para si do que para outra coisa, e seguiu-a.
Passaram a maior parte do tempo em silêncio. Nenhum deles tinha a certeza do que dizer, pois não queriam que a situação se tornasse mais constrangedora do que já estava a ser.
- Achas que posso faltar à escola hoje? – sugeriu Emily, ao fim de um bocado. Seth fitou-a, surpreendido.
- Emily, eu sei que a escola não é uma coisa de que se goste, mas porquê a repentina mudança? – perguntou ele, confuso.
- Queres a verdade?
- Sempre.
- Bem... Depois de tudo o que aconteceu, com o Peter, e eu ter descoberto que tu és um... – começou ela, com alguma dificuldade em proferir aquela palavra que lhe causava um certo incómodo. – Vampiro... – murmurou, baixando a cabeça. Depois de uns segundos de silêncio, ela ergueu o olhar, pronta a continuar com a sua teoria. – Eu só acho que a escola é um bocado banal, depois de isto tudo...
- Mesmo assim...
- Ainda não acabei – interrompeu. - A outra razão é porque tenho medo...
- Medo? – repetiu Seth, parando de andar.
- Por muito que eu não queira admitir, o que aconteceu com o Peter assustou-me e não foi pouco. E também me custa admitir que só me sinto segura contigo, mas é a verdade... – confessou ela, corando mais. – É por isso que tenho medo de ir para a escola. Tenho medo de ir para lá e fingir que está tudo bem, quando não está. Tenho medo que me façam perguntas sobre ti e eu descair-me. Tenho medo que o Peter apareça lá e que me ataque. E... Tenho medo que tu não estejas lá... – enumerou ela, tentando evitar que uma lágrima escorresse pela sua cara.
Seth ficou impávido e não sabia o que dizer. O que raio é que se podia dizer a alguém quando lhe diziam aquilo? Foi como se Seth só tivesse percebido naquele momento o quanto esta situação estava a afectar Emily. Ele só se preocupara em protegê-la, e nem sequer pensou em como é que isto tudo ia mudar a sua vida.
- Emily... – começou ele, tentando procurar as palavras certas. – Desculpa, mas eu não sei o que dizer...
- Não tens de dizer nada, a sério. Eu não devia ter dito isto, foi estúpido... – retorquiu ela, começando a andar, mas Seth agarrou-a pelo pulso.
- Não te vás embora. A culpa não é tua. É minha, por te ter envolvido nesta situação toda. Tu não mereces isto, Emily. Tu apenas te perdeste num dia de chuva e eu fui egoísta demais para te deixar ir... – explicou-lhe, fazendo um esforço para dizer a frase seguinte com calma. – E eu acho que é melhor deixar-te ir agora...
- O quê? – perguntou ela, incrédula.
- Eu vou continuar a proteger-te, disso não há dúvidas. Mas não sei se podemos continuar com este tipo de relação. Isto vai acabar mal, Emily, tu sabes disto. Ainda nem aconteceu nada entre nós e a tua vida já está a ser afectada demais.
- Mas eu não me importo!
- Importo-me eu, Emily. Eu não quero que tu tenhas medo. Não quero que acordes todos os dias a pensar que vais ser atacada, ou que tens de esconder a dor que eu te estou a causar. Eu vou tratar do Peter, prometo-te. Mas, quando o fizer, não sei se podemos continuar com isto...
Emily não conseguia falar. Na verdade, ela nem conseguia olhá-lo nos olhos e já estava a ter dificuldades em respirar. O que era compreensível, na verdade. Como é que era suposto ela encará-lo, depois de tudo o que ele disse? Ela sabia que Seth só dissera aquilo para a proteger, mas magoava-a tanto imaginar que ele não queria estar com ela.
- Emily, diz qualquer coisa, por favor... – pediu Seth, já desesperado por causa daquele silêncio.
- Eu... Ahm... Eu tenho aulas agora... Tenho mesmo de ir... – murmurou ela, começando a andar, sem olhar para trás.
No entanto, ela não andou assim tanto, pois embateu em algo. Neste caso, alguém. Ela já se tinha esquecido que Seth conseguia ser rápido o suficiente para se deslocar de um lado para o outro sem ela reparar.
- Emily, não fujas, peço-te. Eu sei que isto pode ser difícil de ouvir, mas é o melhor para nós os dois... – tentou explicar, pegando-lhe no braço para ela não fugir.
- Como é que podes dizer isso?! Tu sabes que há aqui alguma coisa! Tu sabes isso, eu sei isso! E agora tu dizes-me que só queres ser o meu guarda-costas?! – gritou ela, com lágrimas nos olhos.
- Não, não é nada disso! Tu julgas que eu não quero que haja algo mais entre nós?! Eu quero, Emily, a sério que quero! Mas não te posso pôr em perigo! Tu passaste uma noite comigo, e vê na bela asneira que isso deu! Isto não pode voltar a acontecer! Tu não podes voltar a ser atacada! E eu não posso voltar a pensar que tu vais morrer! – disse Seth, numa voz mais alta e firme.
- Seth... – murmurou Emily. Ela percebeu que ele estava a tentar reter as lágrimas. – Eu... Eu percebo que não queiras que eu esteja em perigo, mas... Tu não podes mesmo querer que eu passe todos os minutos do meu dia contigo, apenas para me protegeres. Eu não consigo ter esse tipo de relação contigo, que nem uma relação é!
- Isso quer dizer que estás disposta a arriscar a tua vida, praticamente todos os dias, só para estares comigo?! – declarou ele, dando a entender que a pergunta era retórica.
- Sim! – disse, surpreendendo-o.
Para dizer a verdade, nenhum deles estava à espera que Emily dissesse aquilo. Mas aquilo era tudo o que Seth precisava para desistir de se preocupar com as consequências. Por isso, beijou-a, sem pensar em mais nada. E é óbvio que Emily, por muito irritada que ainda estivesse, retribuiu.
O que eles não sabiam era que Emily já estava bastante atrasada para a escola. Tanto, que perdeu a primeira aula.
- Mas por onde é que ela anda? – queixou-se Riley, olhando para o relógio pela quinta vez em menos de três minutos.
- Já tentaste ligar-lhe? – sugeriu Sally.
- Já, e ela continua sem me atender... Quanto tempo é que temos até à nossa próxima aula?
- Dez minutos – responderam Ashley e Sally ao mesmo tempo.
- Ok, eu vou sair por um bocado. Vou à procura dela.
- Ri, não tens tempo. Eu sei que a cidade é pequena, mas não há maneira de a percorreres toda em menos de dez minutos – lembrou Ashley.
- Eu vou tentar não demorar. Se me atrasar, arranjem uma desculpa qualquer. Digam que estava doente e tive de ir para casa, ou assim.
- E como pensas sair? Já fecharam os portões – declarou Sally.
- É para isso que servem os muros.
- Tu és doida... – murmurou Ashley.
- Sim, um bocadinho. Vemo-nos depois – despediu-se Riley, pondo a mala ao ombro e correndo até às traseiras da escola. Ao chegar lá, apoiou-se na beira do muro e saltou por cima dele sem problemas.
Ao aproximar-se da estrada principal, um Fiat preto que estava a passar por ali começou a abrandar, andando à mesma velocidade de Riley. Demorou um pouco para ela reconhecer o condutor, mas, quando o fez, torceu o nariz e pôs a sua cara de superior.
- Mudaste de carro? – perguntou, num tom natural, continuando a andar.
- Tenho vários, uso o que se aplicar mais à minha disposição – retorquiu Logan, sem parar de guiar.
- Presumo que o preto simbolize a tua alma e mente negra, não?
- É preciso uma mente retorcida para reconhecer outra.
- Isto é perseguição, sabes... – comentou.
- Sim, na verdade, até é. Mas não te estou a perseguir a ti... – explicou ele. – Onde está o Seth?
- Não sei. Ao contrário de ti, não preciso de saber exactamente onde o Seth está, a toda a hora...
- Precisas, se ele estiver com a Emily.
- Ele pode não estar com a Emily.
- Oh, vá lá, Riley. Tu sabes tão bem como eu que eles os dois andam enrolados e isso está errado.
- Ok, eu admito que sei que há alguma coisa entre eles, mas escusas de agir como estás a agir.
- Não, não escuso.
- Urgh, para que é que eu ainda me dou ao trabalho de falar contigo? Devia era ter-te atropelado como deve ser naquela noite.
- Pois, parece que nem isso sabes fazer bem.
- Olha, tu podes achar que és muito engraçado, mas digo-te desde já que não és, ok?!
- Eu não estou a tentar ser engraçado! Estou preocupado com o Seth, porque não quero que ele faça nada estúpido! Por isso, de certa forma, também estou preocupado com a Emily.
- Deixa a Emily fora disto, ouviste? Tu nem a conheces, não podes falar dela!
- Eu só quero que o Seth se controle, está bem?
- Não, não está nada bem! A minha irmã apaixonou-se por um vampiro e eu não sei o que raio fazer quanto a isso! E, para mais, tenho de levar contigo sempre a dar-me na cabeça, porque não sabes onde anda o Seth. Pois tenho novidades para ti, pá: eu também não sei! – gritou Riley, apertando a alça da mochila com força e apressando o passo.
Antes que ela chegasse à esquina, sequer, avistou Emily e Seth... De mãos dadas...!
- Emily! – chamou Riley, sem conseguir sair do mesmo sítio.
- Ri, não devias estar na escola? – surpreendeu-se ela.
- Digo-te o mesmo. Era suposto teres saído de casa de manhã – continuou Riley, virando-se para Seth.
- Atrasámo-nos um pouco, mais nada... – desculpou-se ele. – Vemo-nos quando acabarem as aulas, então? – perguntou, olhando para Emily.
- Claro. Até logo – despediu-se ela, dando-lhe um beijo, o que chocou tanto Riley como Logan. – Podemos ir, mana – declarou, começando a andar.
Riley ficou impávida por uns segundos, até que se apressou a segui-la.
- Boa sorte... – murmurou Logan, quando ela passou pelo carro.
- Não preciso – ripostou Riley, friamente, sem parar de andar.
- Queres explicar-me o que foi aquilo? – perguntou ele, quando Seth entrou no carro.
- Bem... Tanto quanto sei, foi um beijo – explicou Seth, inocentemente.
- Não te faças de parvo, tu sabes que não te podes envolver com ela.
- Pois sei. Mas, agora, estou demasiado apaixonado por ela para me preocupar – disse Seth, sorrindo e olhando alegremente pela janela. Nada, nem mesmo Logan iria afastar aquela sensação de bem-estar que ele estava a sentir. Nada.

*kissu

*Sunny*

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