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em 01/10/2008
Link permanent for this image Teatro de Máscaras NohConsiderada uma espécie de entidade sagrada pelos principais expoentes do teatro japonês, a máscara de Noh é o principal elemento das peças originalmente criadas para entreter os samurais. Dão vida a personagens luxuosamente trajados, criados em meados do século XIV atraindo ainda um público fiel e fascinado pela beleza dos espectáculos. As máscaras de Noh são muito respeitadas pelos actores japoneses. Eles reúnem-se no camarim, antes do início de uma peça, para realizarem rituais de saudações. Conforme a tradição, o espírito dos deuses apoderam-se do corpo do actor no momento em que ele coloca a máscara e entra no palco. O Noh ganhou ares dramáticos dois séculos antes de Zeami e seu pai Kan-ami mudarem definitivamente a história do teatro. Antes deles, as apresentações eram acrobáticas, de influência chinesa que se tornaram populares entre os japoneses. Hoje são três os elementos que caracterizam o Noh: a música, a dança e as máscaras de madeira ou papel maché. Esses acessórios são tão importantes que, geralmente, seu feitio fica restrito a um único artesão. Quando muito, abre-se uma excepção permitindo que sejam elaboradas peças extras para coleccionadores. Embora não sejam exclusivas do Noh (são usadas ainda em inúmeras danças japonesas), as máscaras representam pessoas, demónios, divindades e animais. Entre as figuras humanas, as mais populares são a do velho Okina e do cómico Hyottoko. A mais enigmática é da mulher Okame com um ambíguo sorriso no rosto. A música que caracteriza as peças de Noh também é bem peculiar. Ela é capaz de dar dramaticidade exacta aos movimentos do actor em cena. Chamada de nahgaku (música de Noh), a parte instrumental é simplificada ao extremo. Toca-se apenas uma flauta de bambu e três pequenos tambores do tamanho de um pote. Encarregam-se do vocal um coro de cantores que narram a história e entoam cantos ao longo da apresentação. As peças do Noh, durante muito tempo foram encenadas ao ar livre. Para depois serem montadas em lugares fechados. O maior espaço é o Teatro Nacional de Noh, em Tokyo, que também administra aulas. Invariavelmente os espectáculos ocorrem em enormes palcos construídos no centro do teatro, feitos totalmente de madeira. Os temas estão frequentemente relacionados com mitos e histórias que mesclam sem nenhuma oposição, a filosofia budista e xintoísta. Muitos deles retirados de poemas e contos medievais. Ao som da música pausada, o actor aparece em cena vestido com o Kasa - roupa japonesa adornada por estampas finas e luxuosas, que fazem parte do figurino Não é apenas o instrumental e o cânticos dos músicos que tornam a peça dramática. Boa parte da tensão é transmitida pelos próprios trejeitos do actor. Cada gesto é treinado durante meses, anos, até chegar a perfeição. Um trabalho que exige muita força do artista. O primeiro movimento chamado Kamae, está todo concentrado na força à altura do abdómen. Detalhes como esse fazem com que o actor de Noh seja considerado intérprete de uma arte única. A junção do som metódico, os figurinos ricamente ornados e as estranhas máscaras japonesas, faz com que o teatro mais antigo do Japão prometa continuar em cena, quem sabe, por mais outros 600 anos. Texto extraído da Revista Made in Japan Há uns 3 anos fui a uma exposição relacionada com o Teatro de Máscaras Noh, e foi mesmo muito interessante, porque tive oportunidade de ver um artesão a fazer as máscaras e o que mais gostei foi ter tido a oportunidade de colocar uma, e aquilo é mesmo complicado, porque está tudo conjugado, até a parte dos olhos é concebida para que o actor esteja apenas concentrado no que realmente é importante. Claro que a Joana estava assim para o intrigado com tanta máscara, porque cada expressão do actor tem uma máscara e havia lá umas quantas com um ar um tanto aterrorizador… Jokas da Celeste |
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