carlos_bonap
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Pois é... em 26/02/2010
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Pois é.
Serei um louco solitário, o monstro dos sucessos ocultos. O dono dos ventos e suas rajadas furiosas... mas caminharei sempre sozinho. Arrastarei pelos ares todas as coisas, boas e más, que se atravessem no meu caminho. Antes, quando me vitimizava, me adormecia, viam-me como forte. Nunca houve quem me chamasse fraco. Quando me soube valer, quando me soube defender e fartar do que julgo estar mal, sou bombardeado com perdas e abandonos. Sou visto como alguém vulgar. Não me dizem que sou fraco, mas que assim não vou longe. E mais uma vez... findam-se-me as alternativas. Se quero morrer, devo lutar para viver e para enfrentar as tristezas. Se as enfrento, se me sinto pelo que me fazem, então não vou longe, então continuo a perder sem haver propriamente um motivo. Sou visto como vulgar apenas por ser sincero, e descreditado por essa mesma sinceridade. Sinto coisas a morrer na praia. Mas não. Ao contrário de outras alturas, não sinto nojo nem repúdio de mim mesmo. Nem de ninguém. Mas pergunto-me, afinal, de que vale, o que quer que faça. Se sou triste, devastado, vítima de mim próprio, não tenho ninguém porque afasto as pessoas. Se mudo, se me sinto, mas se estou bem comigo mesmo, se estou até mais disponível para ouvir os outros e para os compreender... perco, porque assim não vou longe. Se perco o medo e sou franco e sincero, não vou longe. Nem tenho o crédito de quem mais queria ter. De quem, mais precisava ter. Agora sei que as coisas chegaram a um ponto sem retorno, e que a minha maior base... já era. Não estou em depressão profunda, nada do estilo. Mas eu vou ser muito sincero. Eu quero viver, sinto que tenho muito para fazer e para dar ao mundo, numa rádio, num arquivo de futebol, etc. Mas se, socialmente, o que quer que faça não tem efeito na minha vida... e se deus realmente existe, então ele que me leve. Eu quero viver! Eu adoro! Eu amo viver! Mais do que nunca. Mas se não serve de nada minha presença aqui, se os meus gestos não mudam nada, se a minha postura na vida não muda nada, então, e tomando em conta que ele existe, acreditando nessa escaça possibilidade, que deus me leve. E que deus me leve pelo simples facto de já não estar aqui a fazer nada. Só lhe peço mais uma coisa. Que essa viagem seja tranquila. Num sono qualquer. Pois, se eu me tentasse matar, se eu desejasse morrer, era outra história. mas eu não desejo morrer. Nada disso. É como jogarmos num clube de futebol, mas não pretenderem mais os nossos serviços. Por muito que gostemos do clube, por muito que desejemos continuar nele, se de facto já não servimos para nada nesse clube, então que me mandem embora para outro lugar. E, acreditando até que deus existe. Se ele achar que eu ainda sou novo para ir para o lado de lá, então, sinceramente, mas muito sinceramente, que me oferte uma oportunidade de abalar. Para Coimbra, para Évora, ou porque não até, para a Madeira. Ou até porque não para Aveiro mas enfim. Para um lugar onde me permita começar de novo. Eu não acredito em deus. Mas não descarto a sua possibilidade, não o aceito nem o rejeito, simplesmente não acredito, mas como disse, não nego nem confirmo. Mas é que realmente... se sendo triste e desventurado me torna solitário, e se feliz, de bem comigo e com o mundo me dedixa solitário à mesma; entendem, não há muito que sirva de motivação... A rádio sim, mas eu preso muito a minha convivência com o mundo, o estado do meu entendimento social. E quando sinto que cresci, que finalmente, o meu BI diz a idade real que eu tenho... o mundo vem e mostra-me que ainda não chega. Mas eu não consigo dar mais. Este não é o meu máximo. É o meu limite. Sincera, mas muito sinceramente... |
carlos_bonap
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