fabio_justo
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em 09/01/2010
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Incongruências de uma vida condenada à confusão da linearidade de outra vida.
Será o homem tão vazio como um copo de água a transbordar? Será o homem tão água como um copo de vazio a transbordar? Será o homem tão energúmeno-demente-insciente que não consiga alcançar o que acabei de escrever? Será o homem homem? Ou o homem homem o será? Será? E porque será? O que será? E quando será? Onde será? Mas será que será? O quê? No Inverno? Não, no Verão. Aliás, no Outono já que é uma estação menos habitual para ir de férias. Seja onde for. O que interessa é estarmos juntos. Mas quem? Eu? Tu? Não, nós os dois não combinamos. Já percebemos que Tu e Eu não dá. Chegamos ainda à conclusão que EU e TU também não. Não há um nós. Nós? Não, já disse que não dava. Mas quando fores lá cima traz-me um quilo delas. E porque existe um nós se aqui só existe um. Ah, és tu. Será o homem tão oco como uma frase sem palavras? Será o homem tão sem palavras como uma frase oca? O que interessa é ter trabalho. E saudinha. E alguma prosperidade. O resto é festa. Pelos menos estes são os votos dos famosos, e dos ricos, e dos pobres, e dos da classe média, alta, média ou baixa, e dos pobres mais pobres, e dos pobres meio pobres, e dos pobres menos pobres, e dos pobres pedintes, e dos pobres miseráveis, e dos pobres dorminhocos das ruas, e dos outros pobres, e dos pobres de espírito, e dos ricos ricos, e dos ricos ainda mais ricos, e dos ricos mais classe média, e dos ricos aparentes, e dos restantes que não me apetece relatar. Agora, como é que acabo isto? Ah, com um ponto final. |
fabio_justo
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