freddyadu10
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em 31/12/2006
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Alberto havia dedicado toda a sua vida segundo a crença de que, acima de si, se encontrava um Deus omnipotente, que um dia, revelar-lhe-ia o plano de vida que lhe havia sido destinado.
Este simpático campónio de vinte e cinco anos, trabalhador, apreciador de danças soviéticas, ficou conhecido na sua aldeia por iniciar um desporto que consistia no espancamento da mulher com a qual se teria de estar casado há mais de 15 anos, até que esta gritasse a palavra designada pelo júri do concurso - "paprica" este ano -. Todos os anos, na sua aldeia, tinha lugar um concurso que qualquer brutamontes do Interior conhecia, e, mais do que isso, associava ao nome de Alberto. Este, por sua vez, sentia-se profundamente orgulhoso com tal facto, embora no entanto, algo deprimido, pois nunca havia ganho o concurso que tão exponencialmente tinha criado. Talvez se estejam a perguntar neste momento como é que não poderia haver uma fuga de informação de qualquer género que possibilitasse a um qualquer espancador avisar a sua mulher para a dada altura gritar a palavra e este ganhar. Pois bem, não poderia haver, porque ninguém sabia qual a palavra secreta, que variava conforme os vestivais. Assim, o método não poderia ser melhor escolhido, já que, cada mulher, teria de proferir as palavras mais estapafúrdias no calor do espancamento, sendo que quanto melhor este fosse aplicado, menos vulgares tendiam a ser as palavras, cabendo a cada esposa esforçar-se ao máximo para acabar com o boxe unilateral. Claro que poder-se-ia muito simplesmente organizar um concurso em que todas as mulheres tentariam adivinhar uma palavra secreta. Mas aquela era uma aldeia violenta. Pois bem, um dia, depois de muito rezar a Deus para que pudesse vir a ganhar o concurso, Jesus materializa-se no quarto de Alberto: Alberto - Mas que raio.. estava a rezar a Deus.. não a ti! Jesus - Acalma-te jovem discípulo. Ele estava muito ocupado a congeminar quantos Americanos mereceriam morrer no próximo furacão. Alberto - Povo maldito o Americano não achas Jesus? Nunca aderiram sequer ao "festival-de-espancamento-em-prol-do-desenvolvimento-das-capacidades-de-adivinhação-das-mulheres". Jesus - Esse título está algo grande.. não achas que o poderias tornar mais apelativo? Alberto - Talvez, mas não te esqueças que sou um campónio.. Jesus - Certo.. pois bem, eu que tudo sei, tenho noção que aqui me chamaste para te ajudar a ganhar o concurso. No entanto, o único motivo que me levou a dignar-me a aparecer prende-se com o facto de querer relançar a minha carreira enquanto ilusionista. Alberto - Ilusionista? Mas tu não fazias mesmo milagres? Jesus - Ná, isso era mais com o meu Pai, Deus. Eu sempre fui o estigma do filho-cujo-pai-foi-tão-bom-que-o-peso-de-dar-continuidade-ao-seu-trabalho-mostrou-ser-insuportável. Alberto - Designação também um pouco grande essa.. Jesus - Hey pá, que queres? Não sou Deus! Alberto - Okay meu, queres realizar um espectáculo de ilusionismo? Que seja então.. mas lembra-te que as pessoas agora já não são tão ingénuas como há 2000 anos, é melhor trazeres melhores truques na manga.. e uma ajudante cativante. Jesus - Bem sei Alberto, bem sei.. |
freddyadu10
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