Despedida com mais uma derrota
ENCARNADOS ACABAM GRUPO B NO ÚLTIMO LUGAR
A participação do Benfica no Grupo B da Taça UEFA terminou da pior maneira, com a equipa encarnada a deixar a prova com mais uma derrota, agora na recepção ao Metalist. Rykun, aos 85 minutos, marcou o único golo do encontro. Nas contas do agrupamento, as águias acabaram no último lugar, com apenas um ponto e dois golos em quatro jogosA participação do Benfica no Grupo B da Taça UEFA terminou da pior maneira, com a equipa encarnada a deixar a prova com mais uma derrota, agora na recepção ao Metalist. Rykun, aos 85 minutos, marcou o único golo do encontro. Nas contas do agrupamento, as águias acabaram no último lugar, com apenas um ponto e dois golos em quatro jogos.

Quique Flores: «Repudiamos o que fizemos aqui»
CRITICA ATITUDE DA EQUIPA APÓS SOFRER O GOLO
– Assume as responsabilidades desta derrota e da imagem do Benfica na UEFA?
– Eu tenho toda responsabilidade. Responsabilizo-me por tudo. Fizemos uma competição muito fraca, nada parecido do que fizemos com o Nápoles que nos deu muito orgulho. Depois do Galatasaray nada do que fizemos nos transmitiu boas sensações. Não quero entrar em detalhes futebolísticos para não entrar em desculpas. Estou aqui para trabalhar e para dar a cara. Não vou esconder-me nos momentos difíceis.
– Que tipo de discurso vai ter agora para os seus jogadores?
– Na competição mais difícil, na que mais prémios pode dar ao Benfica, estamos bem. Mas, em todo o caso, o discurso para os jogadores é de que procuramos futebolistas desafiadores, que queiram reivindicar-se constantemente. Hoje não me conformo, não pelo resultado. Não me conformo com a situação depois do golo. Podemos ter mais ou menos intenção, falhar mais ou menos, agora não podemos é ficar conformados quando sofremos um golo. Os jogadores sabem qual é o meu discurso e podem segui-lo ou não. Encontramo-nos na posição de poder escolher os elementos que nos transmitam o que procuramos.
– Insatisfeito com jogadores?
– O que se passou nos últimos 10’ retrata a história recente do Benfica. Não estou aqui para a repetir. Vim para aqui para mudar o que aconteceu ultimamente, para dar alegria e combater a inércia. Não me quero conformar, nem estou com essa disposição, é impensável!
– Luís Filipe Vieira disse que o investimento requer retorno. Sente-se pressionado?
– Não é pressão. É a lógica. Quando se vê os últimos anos e se compara com a história do Benfica, temos que fazer melhor, aceitar o desafio e mudar a dinâmica. E estou aqui para isso. Não quero comodismo. Quero lembrar as pessoas de que estão aqui a trabalhar e para quem trabalham e que trabalham, também, para os adeptos. Ando de cabeça erguida, não gosto andar de cabeça baixa e pedir desculpa. Trabalho muito para ter a cabeça erguida.
– Há jogadores que perderam oportunidade de mostrar-se?
– Falo do colectivo. Temos uma análise mais colectiva e abrangente.
– Qual a causa para as oscilações do Benfica?
– Sinceramente, creio que na Liga há pouco a discutir. Na Taça de Portugal saímos de uma forma digna e a UEFA retrata a pior versão do Benfica. Não podemos deixar que esta campanha intoxique o que de melhor fizemos no Benfica. Esta Taça UEFA encarna tudo o que de pior se fez nos últimos anos. Sabemos que Benfica queremos e sabemos que Benfica repudiamos... E repudiamos este.
– Porque não fez alinhar a equipa mais forte?
– Sou realista. Temos que decidir e ter a melhor versão do Benfica para segunda-feira, para que dêem o máximo rendimento na competição em que estamos melhor, a que aspiramos. Sabíamos que a Taça UEFA estava praticamente perdida.
– Este é o pior momento desde que está no Benfica?
– Sim. Fiquei muito surpreendido com os últimos dez minutos. Temos que reivindicar perante a dificuldade. É essa a atitude que queremos. Mas isto resume o que foi a nossa competição. Não esperava os primeiros vinte minutos na Grécia e também não estava à espera dos últimos 30 com o Galatasaray. Foram momentos muito fracos. Não me conformo com a ideia “não se passa nada, amanhã é outro dia.” Claro que se passa! Somos privilegiados, temos uma excelente profissão, fazemos o que gostamos e temos obrigações de saber transmitir isso. Podemos fazer melhor ou pior, mas temos de transmitir vontade. Temos referências boas – Nápoles, Sporting, FC Porto, Académica ou Vitória de Guimarães – e não me conformo com passos atrás e estou aqui para impedi-los. Vamos para a frente e se tivermos que mudar a velocidade, mudaremos.
– Houve lenços brancos...
– Não os vi... Os adeptos que vieram são valentes e merecem todos os elogios. A aspiração de conseguir o objectivo era mínima. Peço-lhes desculpa pelo que aconteceu
– O que tem a dizer da ineficácia ofensiva?
– Desde o jogo com o Marítimo ficámos dois jogos sem marcar... É impensável ver o número de golos que os nossos avançados têm para depois ficarmos em branco em dois jogos. Mas prefiro não falar muito. E não quero dar a sensação que procuramos desculpas. Repudiamos o que fizemos.
Vasconcelos abre processo a Mantorras
ALEGANDO DIFAMAÇÃO
O antigo médico do Benfica, Bernardo Vasconcelos, avançou com o processo judicial contra Mantorras e o jornalista José Gabriel Quaresma. O clínico alega-se “difamado” no livro “Livre Directo”, onde o avançado do Benfica o acusa de o ter infiltrado com um medicamento que provocou “danos irreparáveis” na cartilagem do joelho.
O autor da publicação, José Gabriel Quaresma, assume ter sido “constituído arguido”, tal como Mantorras, e lembra que o médico “tem todo o direito de avançar com o processo”.
Por seu lado Bernardo Vasconcelos lembra que já havia manifestado esta intenção em 2007, e coibiu-se de comentar o processo por este se encontrar “em segredo de justiça”.
Soares Franco: «Liedson renovar era a melhor prenda»
DIZ ESTAR EM SINTONIA COM AVANÇADO, QUE PEDIU A MESMA OFERTA DE ANIVERSÁRIO
Filipe Soares Franco admite que a melhor prenda que poderia receber neste momento era a renovação de contrato de Liedson com o Sporting. “Eu faço anos no próximo dia 11 de Março e a melhor prenda que ele me podia dar era renovar contrato com o Sporting”, reconhece o líder leonino, que, apesar de estar “em sintonia” com o dianteiro brasileiro, assume ser “necessário reunir uma série de condições”.
Perante uma plateia formada por jogadores, técnicos e dirigentes do Sporting, o presidente dos leões defendeu que “as pessoas de direito vão falar com ele na altura oportuna”, sem garantir que o futuro do Levezinho passe por Alvalade. “Ninguém sabe como vai estar o Mundo em Fevereiro de 2009”, argumentou Soares Franco, lembrando que, no caso concreto do número 31, o próximo contrato terá sempre a duração de “dois ou três anos”.
“Não podemos prometer a renovação de nenhum contrato, que será sempre de dois ou três anos, a esta distância”, reforçou o presidente do Conselho Directivo do Sporting, antes do jantar que reuniu ontem, na Academia de Alcochete, responsáveis do clube, equipa técnica e os diversos escalões do clube.
Confrontado com a “Lei Webster”, que poderá levar Liedson para longe de Alvalade, no final da época, a custo zero, Filipe Soares Franco lembrou que essa não é a sua forma de encarar a situação.
Jesualdo Ferreira: «Só vivo futebol»
SENTOU-SE À MESA MAS O APETITE PENDE PARA OUTRO LADO
Minutos antes de se sentar à mesa no jantar de Natal do FC Porto, Jesualdo Ferreira confessou que não é um bom garfo. “Nunca tenho apetite. Só vivo futebol e só como para viver”, atirou o treinador, que avaliou o momento da equipa e traçou metas.
“Estamos mais seguros e confiantes, porque houve trabalho pelo meio. As diferenças eram mais acentuadas do que são agora e, em pouco tempo, era impossível que os jogadores pegassem na equipa de imediato. Aqui a doutrina é ganhar sempre, mas isso não é fácil. É o desafio que temos, mas estamos mais equilibrados. Ainda não conquistámos nada a não ser confiança, jogadores e uma equipa”, analisou.
O futuro imediato dos dragões passa pela recepção ao Marítimo, jogo que concentra a total atenção do professor. “Só me preocupa o Marítimo, uma boa equipa que vem de maus resultados. É um jogo muito importante”, catalogou, sem deixar de reconhecer que Janeiro lhe reserva emoções fortes, com o futuro da equipa a disputar-se em três frentes: Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga.
“A melhor forma de motivar os jogadores é competir muitas vezes. Tenho 20 atletas, não contando com os guarda-redes e os miúdos [n.d.r.: Ventura, Tengarrinha e Candeias], que me respondem a qualquer competição, não tenho problemas em pedir-lhe responsabilidades”, atirou, definindo o núcleo alargado com que vai atacar os títulos.
Um Toque de Humor
