kanukita
|
em 01/02/2007
Link permanent for this image
Tarde de mais
Sentei-me ao pé de uma árvore num parque de estacionamento, olhei á minha volta e não vi mais nenhuma alma viva, mais nenhuma pessoa, estava deserto. Era só eu e o meu telemóvel. Desiludida da vida, com boas razões para chorar, peguei no meu telemóvel, olhei para o mesmo e fico a pensar... - Vou-lhe telefonar! No entanto, marquei seu numero (não atendia). Tentei segunda vez. Atendeu, uma voz mansa e suave responde do outro lado da linha: - Tô?! Quem é? - Sou eu a felicidade iludida... - Que me queres? - Dizer que te amo... - Outra vez? Já ouvi isso umas 15 vezes, não te cansas? - Quem ama não cansa, porque fizeste-me voar tão alto e agora dizes-me que não me amas? Neste exacto momento corre uma lágrima na sua face. - Deves estar a ficar louca... - Sou louca pois, acreditei em ti! - Vou desligar. - Não por favor. Eu amo-te. - Qual é o valor que teu amor vai-me dar? - Felicidade... - Vou desligar... - Por favor não desligues, fala comigo. - Escuta, eu já estou farto de ti. Esquece-me! - Prefiro morrer do que esquecer-te. - Então mata-te longe. TU-TU-TU (chamada desligada). Pois, decidi tomar uma atitude. No dia do meu funeral, ele apareceu e com pálido sorriso, jogou uma rosa vermelha e falou bem baixinho: - Eu amo-te. Mas lá em cima, olhava tudo, e respondi para mim e para os quatro ventos que sopravam: - Tarde de mais. |
kanukita
|