Ontem, fiquei a olhar para uma fotografia tua, durante muito
tempo. Não sei, sentia a tua falta, sentia-te a ti. Toquei-te, toquei no teu
rosto, mas sim, eu sei que tinha o ecrã a impedir qe te tocasse de verdade.
Olhei nos teus olhos, implorei os teus lábios (…) Percebi qe amava cada traço
teu, cada parte tua, casa milímetro quadrado. E eu estava ali, a olhar para ti.
De repente, tudo deixou de existir, estavas só tu na minha cabeça, só tu me
fazias respirar. E olhava para ti cada vez com mais olhos de ver. Os teus olhos
eram escuros, eram brilhantes. Será que já tinha notado antes? Visto qe eram
mais qe uns olhos castanhos? Eu amava até a forma da tua face. Era tudo tão mas
tão perfeito em ti. E foi assim durante minutos. Só tu, só eu, só nós, só isso
a fazer o meu coração bater. Acho qe nunca te tinha sentido tão próximo, tão
lindo, tão tudo. Acho qe nunca nos tinha sentido tão isolados de tudo o resto,
qe nunca tinha sentido qe era tão profundo o quanto te amo, qe nunca tinha
sentido qe me fazes viver. Percebi qe precisava de ti mais qe tudo, mais qe
nunca. Entendi qe tinha ficar contigo, fosse como fosse, eu tinha, porqe tu
fazias-me viver. Porqe tu fazias o meu coração bater. Fazias-me feliz. Tive
ainda mais vontade de te tocar, não podia, algo me impedia. Mas eu qeria.
Desejava tocar-te, talvez como nunca antes. Passar a mão pela tua cara,
beijar-te, olhar-te nos olhos. E depois, mais tarde, estava a escrever este
texto, a pensar em ti, novamente isolados de tudo o resto. Desliguei o som do
computador, fechei o qe havia a fechar. Abri a nossa pasta partilhada, olhei
para ti de novo. Em ti, via-nos a nós. Via o quanto te amava, o quanto te amo.
Mais qe sempre. O quanto te vou amar. O quanto preciso de ti. O quão importante
és. Em ti, via tudo o qe nunca tinha visto antes. Via-te a ti, a ti e isso
chegava para me manter viva mesmo qe o meu coração parasse. Concentrei-me de
novo em ti, fechei os olhos, toquei-te, toquei na imagem qe estava à minha
frente. Por mim, podia ser a ultima vez. Foi especial, foi importante. Depois
disto, depois de tanto olhar para ti, de tanto te sentir, estava com vontade de
chorar. Porqe? Não sei. Talvez porqe preciso mesmo de ti. Porqe nunca te qero
perder. Porqe isso me faria morrer. Porqe ao perder-te, não me manterias viva
mesmo se o coração parasse, apenas me matavas mesmo qe o coração estivesse
melhor qe nunca. E sabes, fechei os olhos mais uma vez, só mais uma vez. Era
tarde, prometi a mim mesma qe era a última vez (daqela noite). A única coisa qe
me saiu mais foi “Amo-te”. E acredita, não poderia ter sido um amo-te mais
sentido. Não resisti, fiqei a olhar ainda mais para ti. Mas depois, sorri.
Sorri e disse “Eu sei qe sim. Sei qe vou fazer isto as vezes qe qiser, poder
tocá-lo, poder olhá-lo, poder beijá-lo. Eu sei qe sim. Eu sei qe vou te-lo para
a eternidade. Sei qe não me vão separar dele nunca e este momento, vai
repetir-se milhões de vezes. Milhoes de vezes, mas pessoalmente”. Então
levantei-me, desliguei o computador, e adormeci. Hoje acordei contigo do meu
lado. Se te vi? Não vi. Mas senti.
Wtf? Esqeçam :$