moon_marisa
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em 20/08/2008
Link permanent for this image Agarro a madrugada como se fosse uma criança uma roseira entrelaçada uma videira de esperança tal qual o corpo da cidade que manhã cedo ensaia a dança de quem por força da vontade de trabalhar nunca se cansa. Vou pela rua desta lua que no meu Tejo acende o cio vou por Lisboa maré nua que se deságua no Rossio. Eu sou um homem na cidade que manhã cedo acorda e canta e por amar a liberdade com a cidade se levanta. Vou pela estrada deslumbrada da lua cheia de Lisboa até que a lua apaixonada cresça na vela da canoa. Sou a gaivota que derrota todo o mau tempo no mar alto eu sou o homem que transporta a maré povo em sobressalto. E quando agarro a madrugada colho a manhã como uma flor à beira mágoa desfolhada um malmequer azul na cor. O malmequer da liberdade que bem me quer como ninguém o malmequer desta cidade que me quer bem que me quer bem! Nas minhas mãos a madrugada abriu a flor de Abril também a flor sem medo perfumada com o aroma que o mar tem flor de Lisboa bem amada que mal me quis que me quer bem! Ary dos Santos Sou mais mulher na vila, que agarra a madrugada com a mesma intensidade. E Lisboa é a minha segunda casa, estou condenada a passar grande parte do meu tempo nessa linda cidade que tanto me deu e tanto me levou... Beijinhos * |
moon_marisa
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