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Entrevista c/ Sonny em 27/10/2006
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SONNY SANDOVAL FALA SOBRE O P.O.D., FAMÍLIA, DEUS, SELO MUSICAL
Alguns trechos da entrevista serão destacados aqui. Sobre o problema de alguns cristãos com a simbologia da capa do álbum The Fundamental Elements of Southtown (1999) e Payable on Death (2003). Sonny: É frustrante. Mais uma vez, isso é apenas um mal entendido, porque quando nós concluimos nosso primeiro álbum com a Atlantic, tínhamos destacado que nosso álbum independente tinha vendido bem no mercado cristão e que nós queríamos que continuasse assim. Então a Atlantic fez isso se tornar possível. Quando veio o álbum Southtown, os lojistas cristãos disseram que não podiam coloca-lo nas livrarias por causa da capa. Isso não fazia sentido. Nós estávamos, tipo "espera um minuto. Nós estamos tentando nos manter com o maior selo, Atlantic Records, e vocês caras (lojistas cristãos) dizem a eles que não podem colocar o álbum nas livrarias?" Isso foi frustrante. E realmente não fazia sentido. O que significava uma capa afinal? A música e o conteúdo permaneciam o mesmo. Se você pensa que a capa é blasfemadora ou se você acha que não é de Deus, então o que a música está se tornando? Mas mesmo assim, nós vendemos bastante com isso. E aconteceu a mesma coisa com o último álbum (Payable on Death). Mark Moring: Então, a indústria da música cristã quando fizeram a contagem de álbuns vendidos no fim do ano, falaram das vendas do P.O.D. como "nossas vendas"! Sonny: (risos) É claro! Qualquer um ficaria realmente frustrado se pensasse nisso por muito tempo. Mas no fim, minha esperança é que nós pudemos mostrar músicas que vão tocar alguem e afetar a vida de alguem. Nós realmente não perdemos no lado financeiro das coisas porque não havia nada com que se preocupar. Nós somos apenas uma banda que faz música. Então, qualquer um quer mostrar isso, hey, se você consegue chegar nas mãos da garotada... é o que nós queremos. Mark: Este (o rock) é o único gênero que é definido pela mensagem ao invés da música. O que você fala sobre isso? Você tem que escolher um lado ou o outro – cristão ou secular? Ou você pode mesclar ambos, com o pé nos dois mundos? Sandoval: Eu acredito que nós fazemos e acredito que nós somos. Quando o P.O.D. apareceu foi um tipo de quebra no modelo se / ou. Quando nós gravamos com a Atlantic, nós tínhamos um álbum que foi um sucesso (Southtown), então a indústria secular estava dizendo "Hey, olhe o P.O.D." Para eles, nós somos "aquela banda cristã. Mas olhe as vendas e as reações que eles estão carregando". Então, eles olharam na industria cristã e viram todo dinheiro que estava sendo feito, e tudo foi repentino – porque é um grande negócio –, eles começaram a ver as bandas cristãs cantarem. Em todo lugar que nós olhamos agora, as bandas cristãs que nós colocávamos para abrir os nossos shows em um dia, estão todas cantando com os maiores selos. Não importa se é uma P.O.D. ou uma Switchfoot. Não importa se as bandas estão dizendo, "Eu faço minha música para encorajar as pessoas" ou "Eu quero glorificar a Deus através da minha música". Os empresarios de marcas musicais não precisam saber disso. Eles só querem música. Para eles só importa o quanto você venda ou não. Mark Moring: Falando em secular, vocês caras se dispõem a tocar em quase todo lugar. Você e eu temos alguns amigos em comum que descrevem você como um Daniel dos dias modernos. Você fez turnê com Korn e Staind e TapRoot. Você não apenas tem sido uma porta de salvação do stuff secular – Leno e Letterman. Você pisa em lugares realmente obscuros – como Daniel na cova dos leões. Como você se prepara, e você alguma vez teve medo em ir a esses lugares? Sonny: (risos) Eu não tenho medo de nada. Esses lugares são mais familiares para mim do que a maioria dos lugares cristãos, porque eu não estava sendo levantado na igreja. Se tem algo... eu realmente tenho mais medo de mim mesmo. Quando nós vamos para esses lugares, como P.O.D., nós queremos fazer nossas coisas, representar as coisas que nós acreditamos. Nós estamos tentando fazer nossa própria caminhada e não nos atualizando na falta de senso, porque vamos deixar isso claro: é um mundo diferente. Nós chegamos em lugares (de fama e celebridade) onde todo mundo quer alguma coisa de você, ou eles querem tomar conta da sua vida, ou eles querem te beijar. E isso é como... cara, não é o pior sentimento do mundo. Você sabe o que eu quero dizer? (risos) Então, você vai aprender a voltar disso. Você vai nesses lugares e apenas tem que saber manter suas raízes, então você pode permanecer firme. Nós sempre vamos a esses lugares com um certo receio, um certo tipo de receio. Nós temos conseguido nos manter precavidos da falta de limites. E então quando nós estamos nessas situações e eles estão um pouco agressivos, nós temos pessoas na estrada conosco – nossas esposas, nossa família, pastores que nós confiamos. Nós estamos do lado um do outro e nós estamos sempre em oração e encorajamos as pessoas a fazerem o mesmo por nós. |
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