yellow_dream
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*...where am i?!...* em 04/08/2008
Link permanent for this image Amor, Laços corrompidos por inúmeros actos consagrados por uma ideia corroída por sentimentos de culpa, por promessas feitas ao vento e palavras escassas sem sentido, sem sentimento, sem senso… Toda uma vida criada em volta de ilusões, em volta de tudo, em volta de nada. Toda uma escassa vivencia para conseguir solucionar todos os sentidos, todos os projectos. Todo o tempo sem tempo para que tudo se torne claro em nós, para que nos encontremos, para que nos conheçamos. Todo um rumo inoportuno desconhecido por nós. Todo um caminho palpável, conhecido, nosso, mas que na verdade jamais o havíamos sabido… Amor… que amor é esse que dizes ser portadora?! Onde estão essas promessas, esses feitos? Toda uma vasta ilusão de palavras criadas por ti e cridas em mim. Toda uma menina inocente em mim, toda uma vida inútil vivida, toda uma infância deturpada, todo um sonho destruído. Palavras, sempre palavras! De que servem as palavras se na verdade sentes o contrario?! De que servem as promessas se as corrompes e fazes todo o inverso?! De que serve fazer-me acreditar na felicidade, se na finalidade o que irei sentir é tristeza?! Toda uma vida em volta de porquês, em volta de dúvidas, de perguntas sem resposta alguma. Queria que fosses capaz de me mostrar que estou enganada mas sei que se for a acreditar nisso, uma vez mais, terei de novo uma desilusão. Toda a minha vida é sinónima de desilusão. Uma felicidade escondida, um sorriso sóbrio verdadeiro, um abraço sentido, uma palavra cravada no coração. Toda esta ilusão verdadeira sonhada a cada suspiro meu, a cada bater do coração. Soluções?! Para quê?! De nada adianta falar, de nada adianta pensar, de nada adianta amar… O amor?! Não sei por onde anda. Aqui comigo não está, tu não mo trazes. Tenho saudades desse amor…e tu tens?! Volta pra mim. Volta e envolver-me nos teus braços e a dar-me aquele amor de criança, aquela segurança de menina feliz. Quero paz, quero amor, quero felicidade! Quero ser eu de novo, sorrir alegremente, não mentir a mim. Quero ser eu, quero encontrar-me, quero ser feliz sem barreiras. És capaz de o fazer?! Diz-me tu vida, tu que me tens feito sofrer tanto. Diz-me se o amor voltará a pairar na minha vida, junto de mim, junto do meu coração. Queria nascer de novo, ter um novo rumo, uma nova ambição. Mas já nem forças para sonhar me restam. Não há amor, não há sonhos! Apenas um vazio gélido e sombrio que assombra todo meu ser, toda a minha alma, todo o meu viver. Preciso de mim, onde estou eu?! Aqui perdida em mim, longe de tudo, longe do que um dia fui do que um dia virei a ser. Retida neste vazio que me aprisiona nesta repugnante e incessante espera pela vida, pela luz, pela paz. De nada mais me serve correr, me serve buscar, me serve lutar. Este vazio terminará quando assim tiver de ser. Por agora nada mais posso fazer, apenas esperar por esse tempo que não está, por esse dia inexistente. A espera é longa, juntamente com o cansaço, as forças já outrem as usei, já houvera vez em que estas existiram em mim. Resta-me esperar, resta-me acreditar em mim, sonhar por mim, rezar por mim. Fico aqui neste banco de jardim onde as pétalas perderam toda a cor, todo o cheiro, toda a vida, onde já não há amor. Aqui onde um dia algures a felicidade me encontrou perdida. Espero que me encontre de novo e me traga forças para lutar. Aqui espero, aqui morro, aqui vivo. Neste banco de jardim, testemunha de toda a minha dor, de toda a minha vida, de toda a minha mágoa. Tempo sê breve, aqui te espero felicidade onde me deixas-te! |
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